19/11/21

A escola de Hitler venceu

Governos de vários países aproveitam a pandemia para aumentar o controle sobre a população e alguns estão criando o sub-cidadão, o que optou por não tomar uma vacina sobre a qual nada se sabe dos efeitos a longo prazo. O sub-cidadão terá menos direitos que os outros, apesar das garantias dadas pela Constituição de cada país, ignorada.

Não é a primeira vez na história. Basta lembrar Hitler e a identificação dos judeus, ciganos e negros como cidadãos sem os mesmos direitos dos brancos. Ou o apartheid da África do Sul, onde negros tinham menos direitos. Ou a segregação nos Estados Unidos até os anos 60. A Índia ainda tem cultura de castas, onde mesmo o contato entre elas é proibido.

Mas esta é a primeira vez em que países tidos como democráticos e igualitários usam a segregação como instrumento de controle social, algo impensável e, para mim, inaceitável. Mesmo que houvesse garantia de que as vacinas não terão nenhum efeito ruim daqui a cinco, seis anos, segregar os não vacinados é uma forma de ditadura.

Sem contar que a maioria vacinada não corre nenhum risco de ser infectada pela não vacinada, um ponto óbvio mas sempre deixado de lado na comunicação dos governos que querem controlar os eleitores.

Me incomoda ver pessoas que se dizem contra o racismo, a homofobia, a xenofobia, todas elas maneiras de segregar os diferentes, apoiar os governos que agora querem separar vacinados de não vacinados, tornando o segundo grupo uma espécie de pária social, impedido de comer num restaurante, entrar num cinema ou num escritório.

No Brasil a coisa já caminha para uma situação só vivida antes em ditaduras, com a negação do direito à Justiça. Vários tribunais, inclusive trabalhistas, estão proibindo a entrada de pessoas não vacinadas nos foruns, mesmo para audiẽncias em que são parte. Significa que perderão as causas por "não comparecimento" compulsório.

A censura prévia, outra característica das ditaduras, abolida no Brasil pela Constituição de 88, voltou a pleno vapor. Ministros do STF proíbem qualquer pessoa de defender a liberdade de escolher se adota ou não um procedimento médico, se toma ou não um remédio ou vacina. Direito garantido pela Constituição.

Quem questiona a falta de segurança futura das vacinas ou mesmo sua eficácia (só "comprovada" pelos próprios laboratórios que as produzem) é proibido de se expressar. Sua opinião só é livre se for igual à dos que mandam. Sua liberdade de expressão só existe se concordar com o que os detentores do poder querem (hoje, o STF).

Se tem perfil em redes sociais, ele é cassado. Se dá entrevistas, fica proibido de fazer isso. Se insiste, é preso sem processo, sem julgamento, sem condenação. Não é apenas no Brasil, mas aqui é mais escadaloso porque a grande mídia, que tem o dever de informar, acata a censura "dos outros" e não denuncia os abusos por militância política.

Deviam ler A Revolução dos Bichos, de George Orwell, para entender que, se hoje a censura e a segregação é contra um grupo, amanhã poderá ser contra outro. Se os governos impõem a vacina como condição de ter os direitos que deveriam ser de todos, no futuro outras exigências serão feitas, porque a porteira foi aberta.

O resultado, a médio prazo, pode ser a "chineização" do Brasil, com cada passo do cidadão monitorado por um aplicativo de uso obrigatório para ter plenos direitos. Se não usar o app 24h por dia, voce será impedido de viajar, de entrar em restaurantes, de ter acesso a um forum. Isso é realidade na China, através de um sistema de pontuação.

Pisou na grama? Perdeu um ponto. Atravessou fora da faixa, perdeu outro. Vai viajar? Depende de quantos pontos negativos voce acumulou. Hoje, o brasileiro terá que usar o comprovante virtual da vacina para ter direitos. Amanhã pode ser um aplicativo como o chinês e outras exigências.

Caso não tenha percebido, o ponto central não é a vacina, muito menos a "segurança da saúde coletiva", e sim a perda de direitos. Nossa Constituição, já pesadamente pisoteada, todos os dias, pelo STF, não vai sobreviver com a carga extra dos governos estaduais eliminando os direitos que deveriam ser protegidos por ela.

Mesmo vacinado, cada cidadão deveria se rebelar contra o "passaporte da vacina" ou restrições para quem não está vacinado. Porque se hoje ele é o cidadão de segunda classe, amanhã poderá ser voce.

Posted at 9:36 PM


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24/09/21

30 anos que são mais de 30

Um acontecimento desta semana provocou uma reflexão que quero dividir com voce. No dia 21 a Morena FM completou 30 anos 100% digital, nas músicas e comerciais. Foi a primeira do Brasil e da América Latina. Demorou dois anos para outra no Brasil igualar o feito, a Manchete FM de São Paulo.

Pensando nesses 30 anos percebi que a velocidade com que novas tecnologias foram adotadas e descartadas nesse período é muito maior do que a dos 30 anos anteriores. Por exemplo: o LP e a fita cassette atravessaram de 1960 a 1990 sem ser ameaçados por nenhuma novidade.

De repente, nos próximos 30, foram substituídos pelo CD, que por sua vez se tornou logo obsoleto pelos arquivos de áudio digital. As fitas VHS, que reinavam até o meio dos anos 90, foram enterradas pelo DVD que, um pouco depois, já era substitúído pelos arquivos.

A tv aberta fazia a festa até o meio dos 90. Começou a perder espaço com as tevês por assinatura e, em pouco tempo, ambas iam sendo substituídas por portais de streaming como Netflix e Amazon Prime. Os jornais viram seu público migrar para a edição digital, tornando a impressa quase obsoleta.

No meio desses 30 anos de revolução, surgiu o celular, que substituiu tanta ferramenta que é até difícil lembrar. Ele dispensou o uso de relógio de pulso, despertador, câmera fotográfica, filmadora, lanterna, mapas rodoviários, guia de ruas, rádio portátil, tocador de mp3, previsão do tempo, gravador.

Ele dispensou a ida ao banco para saber o saldo e pagar contas, a restaurantes para comer, calculadora, agenda, o calendário, videogame portátil, os livros de viagem com frases traduzidas, a bússola, o album de fotos, os velhos orelhões, os detectores de radar, o scanner... a lista é imensa.

O avanço da tecnologia afetou meu setor, o de comunicação, mas o rádio só ganhou com isso. Aliás, foi o meio que soube se adaptar e tirar vantagem, ao contrário da tv, que até hoje não sabe o que fazer. Considere a parte do estúdio. Antes, usávamos LPs e cassettes que precisavam de muita manutenção e cuidado.

A Morena FM passou a ter CDs e um Digicart II, usado para produzir e tocar comerciais no lugar dos cassettes. Hoje isso também passou. Usamos arquivos digitais num programa de computador com inteligência artificial, editamos comerciais facilmente no PC e recebemos os lançamentos via internet

Do lado externo, até 1998 toda rádio tinha como ouvintes apenas quem morava ou estava passando pela sua cidade e as próximas. Hoje a Morena FM é ouvida do Canada à China, passando por todo o Brasil e o resto do mundo. Não existem mais fronteiras.

A diferença entre esses 30 anos e os 30 anteriores me fez pensar nos próximos 30. Pelo menos em relação ao rádio.

Considere o seguinte: hoje, enquanto o ouvinte do Brasil ouve o programa A La Carte na hora do almoço, o de Los Angeles ouve às 6h, o de Londres às 15h, o da Russia às 18h, o do Japão, à meia noite.

Eles ouvem a rádio ao mesmo tempo, mas cada um está num momento diferente do dia. Então, como montar uma programação que se adeque a todos eles não importa qual o horário local? Difícil.

A opção é criar pedaços da programação com mais foco em quem está no horário de maior audiência do rádio (manhã e tarde). Por exemplo, em Los Angeles os ritmos preferidos são rock e latino. No período em que eles estão entre 6h e 19h no horário de lá tenho que incluir conteúdo para aquele mercado.

Estou no meio de uma experiência prática buscando uma solução, usando um canal alternativo de streaming, no site próprio morenafmrio.com ou Morena FM/Rio. Pesquisei os ritmos mais ouvidos em cada país e montei uma programação levando em conta cada fuso horário.

Está no início, mas já existem diferenças grandes entre os ouvintes da Morena FM online e da Morena FM /Rio. Na primeira, ouvintes do Canada, Brasil e EUA são maioria. Na segunda, é maior a presença do pessoal da Europa e da Russia, por exemplo.

Posted at 9:23 PM


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09/08/21

Uma geração danificada

Vacinar jovens abaixo de 20 anos não é recomendado pela OMS nem pelas associações de pediatria. As vacinas tem causado problemas cardíacos neste público e somente 1% deles foi infectado em um ano e meio. Tirando raras exceções com comorbidades, nenhum teve sintomas graves e 98% foram assintomáticos.

Porém, existe uma boa razão para vacinar esse pessoal: o psicológico abalado pelas medidas contra a pandemia e o terror criado em torno da doença, chegando a dizer que um estudante poderia infectar e matar seus pais e avós, afirmação absurda repetida à exaustão por "especialistas" no início da pandemia.

A vacina vai dar um pouco de tranquilidade a esta geração.

Uma geração extremamemte afetada por perder a fase da vida em que a pessoa socializa mais, vai a festas, curte os aniversários dos amigos, brinca, pratica esportes e dança, circula nas praias e nos shoppings, namora, beija, abraça, experimenta, encontra antigos e novos amigos na escola e na faculdade, monta sua tribo, viaja, enfim... vive.

Tudo isso foi tirado desta geração, hoje entre 10 e 20 anos, e nunca será reposto. É uma parcela da sociedade que não teve infância nem adolescência e os efeitos disso serão enormes na sua formação adulta. Uns serão mais carentes por falta de contato físico nesta pandemia, outros se tornarão frios e distantes pelo mesmo motivo.

O namoro, momento essencial na vida de qualquer jovem, lhes foi negado e, nos próximos anos, eles ainda vão pensar duas vezes na hora de dar um beijo na boca ou ficar agarradinhos. Além disso, o terror imposto por uma midia exagerada e sem noção do que fazia fragilizou este público.

A falta de exercício e atividades físicas vai gerar um pessoal sedentário e mais obeso. A ausência de brincadeiras e experimentação afetará sua personalidade e a capacidade criativa. O excesso de tempo gasto em telas, como celular e tablets, já está causando um aumento de doenças oculares, em especial a miopia.

Mas o pior é o peso da responsabilidade de "infectar a família" se saísse à rua, demais para alguém tão jovem, obrigado a pensar na morte numa fase em que nos achamos imortais. O medo de perder os pais, comum apenas em famílias de policiais, bombeiros ou de quem tem profissões perigosas, se tornou geral e opressor.

Os jovens se tornaram os "fiscais" das medidas em casa, exagerando no uso do alcool gel, entrando em pânico se uma sacola chegou da rua sem ser higienizada. Uma preocupação quase paranóica gerada por aquela enorme responsabilidade jogada em suas costas.

Observo os efeitos da pandemia em minha filha, seus colegas e nos filhos de amigos meus. Fico triste por tudo o que eu vivi e ela não viveu nesta fase da vida, por toda a felicidade que tive e que foi sonegada a ela numa época essencial de nossa existência. Sobra torcer para que os jovens superem isso. Mas não será fácil.

Posted at 12:19 PM


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03/08/21

Itabuna pode renascer

 

Sou do tempo da Itabuna rica e não tenho medo de revelar minha idade com isso, porque fui um privilegiado.

Eu vi e vivi a Itabuna dos sonhos, onde dinheiro brotava nas ruas e dava em árvores, de cacau. Crescer em Itabuna nas décadas de 70 e 80 era crescer numa bolha de paraíso.

A cidade era tão rica que as fábricas de automóveis e motos, quando lançavam um novo modelo, mandavam o primeiro lote para Itabuna. José Soares Pinheiro, um visionário esquecido pela população, foi 8 anos seguidos a Seattle receber o prêmio de maior vendedor da Ford no Brasil.

Nas ruas, só existiam carros zero quilômetro, dos particulares aos táxis. O ensino público era melhor que o particular, preferido apenas por status. Eu posso afirmar, porque estudei nos dois sistemas. O comércio local dava inveja aos lojistas de Salvador.

Fazendeiros de cacau compravam sem perguntar o preço e ostentavam em tudo, das roupas e eletrônicos comprados no exterior a jóias e whisky 12 anos em abundância. Itabuna tinha cinco boates de luxo, seis clubes sociais super movimentados, sete cinemas e várias "zonas".

A juventude se dividia entre as praias de Ilhéus (as de Cururupe, Milionários e da Batuba), os clubes e a Beira Rio, onde todo domingo era de estacionamento cheio de gente batendo papo, namorando, dando cavalos de pau com os carros, se divertindo. De noite, bares e boates com nível de capital e até um boliche.

Não faltavam shows com atrações nacionais de peso. Ter avião particular estacionado no aeroporto local não era uma novidade. Festas de arromba da "high society" também não. Itabuna vivia uma cena cultural intensa, dinâmica, cheia de artistas talentosos e eventos.

A vida era assim, farta, divertida, tranquila, moderna, até o fim dos anos 80. A partir daí, a vassoura de bruxa que assolou o cacau e os péssimos prefeitos que destruíram a alma de Itabuna fizeram a cidade entrar em decadência.

Não tinha mais cinema. Ficou sem um por 10 anos, até a chegada do Shopping Jequitibá, um grande marco da retomada econômica de Itabuna. Não tinha mais boates, nem clubes.

Quem tinha um avião particular vendeu ou teve tomado pelo banco. Os ricos de antes passaram a viver mais do nome que da carteira. Até o esporte, que tinha eventos todo mês, parou de vez.

Os carros envelheceram, o comércio viu lojas históricas fecharem suas portas, das Pernambucanas à Doll Modas, de Os Gonçalves às Lojas Ipê, da Makro à Lorva. Acabaram as festas. A cultura até se manteve por um tempo, mas capitulou a partir de 2010.

Não estou escrevendo isso por saudosismo nem para lamentar. O que passou não tem como voltar.

Escrevo para lembrar que Itabuna já foi grande, poderosa e boa de se viver. Se já foi, pode voltar a ser. Depende de cada pessoa cobrar das autoridades uma gestão decente.

Nos últimos 10 anos, Itabuna atraiu lojas premium para o shopping, atacados de grande porte (sim, eu sei que estão no território de Ilhéus, mas visam mesmo Itabuna).

Ela tem uma excelente cobertura de mídia, telefonia e internet; um comércio ainda forte, completo e diversificado; um povo que gosta de comprar e se divertir. E trabalha muito.

A cidade tem potencial para voltar a ser a meca baiana que foi no século passado.

Eu, sinceramente, já estava desistindo de Itabuna, mas o início da gestão de Augusto Castro me anima.

A equipe tem nomes de qualidade e vem fazendo um árduo trabalho para recuperar a estrutura e os serviços.

Destaco a reforma dos acessos da cidade, o projeto de urbanização da Av. Manoel Chaves e da duplicação da saída para Ilhéus. Gosto das ideias de Almir Melo Jr, do arrojo de Guinho no esporte. Aplaudo a reabertura das piscinas do Ciso e a volta da hidroginástica.

Muita coisa ainda tem que ser feita para melhorar o centro, dar dignidade aos bairros, resgatar a cultura, oferecer boas e novas opções de lazer, criar um ambiente que atraia mais investimentos.

Mas estou animado.

Posted at 6:14 PM


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18/06/21

O texto que voce não quer ler

Quando as pessoas passam por uma situação assustadora como a atual epidemia da Covid, elas tendem a apostar em qualquer coisa que prometa afastar o perigo. Pode ser uma vacina. Pode ser um tratamento. A pessoa quer acreditar nisso, a um nível emocional, longe das amarras racionais.

Por isso, este é um texto que voce não quer ler. Ele vai confrontar as coisas em que voce passou a acreditar por medo do escuro. Vai deixar voce apreensivo e ansioso. Porque as verdades que estão te dizendo há meses, 24 horas por dia, podem não ser tão verdade assim.

Antes de mais nada, aviso que não sou contra vacinas (tomei todas que precisava na vida), nem contra o tratamento de doenças, de preferência no início dos sintomas. Mas sou racional, cauteloso e muito consciente do meu corpo. E sou contra ser usado como cobaia.

Todas as autoridades e a mídia vivem repetindo que as vacinas contra a Covid são "100% seguras", o que é uma mentira. Nenhuma vacina, nenhum medicamento, é 100% seguro. Com sorte são uns 70% - nos estudados e usados há muito tempo.

No caso das atuais vacinas, é impossível acreditar que os laboratórios diminuiram de 10 anos para seis meses o tempo necessário para fabricar uma vacina segura. Existem os argumentos, claro, e voce quer acreditar neles. Como o de que "por causa da urgência, todos trabalharam mais rápido".

É como dizer que é possível fabricar uma Ferrari com peças de Fusca se voce "trabalhar com urgência". Outro argumento é o de que tinha mais gente buscando uma solução. Se isso resolvesse, a cura do câncer e do Alzheimer já estaria nas farmácias há décadas. Não, ninguém tem como saber se essas vacinas são seguras.

Ninguém sabe que efeitos vão aparecer daqui a 10, 20 anos, como a Talidomida. Quando ela apareceu, passou em todos os testes, foi considerada "100% segura" e prescrita para grávidas no mundo inteiro. Cinco anos depois começaram a nascer bebês deformados, que viviam pouco, e em 1962 eles já eram 10 mil.

Apesar do cerco formado em torno das informações, para deixar passar apenas as que as autoridades querem (vide a censura prévia no Facebook e Twitter de tudo o que desmente essas informações), muitos pesquisadores, médicos, cientistas e vítimas conseguem furar o cerco.

Um deles foi a lenda da música Eric Clapton, que deu entrevista e postou depoimento no YouTube contando que está sofrendo com graves efeitos depois de tomar a vacina contra a Covid. "Ela bagunçou meu sistema imunológico, trouxe dores, febre e tremedeiras que não passam". Veja em https://youtu.be/4OHmMKrVbNk

Ele tem dado entrevistas com seu testemunho de algo que deveria ser óbvio, mas as pessoas preferiram ignorar: as vacinas são experimentais, não existe estudo a longo prazo para saber seus efeitos no organismo. A Itália baniu a vacina AstraZeneca para quem tem menos de 60 anos por causa dos efeitos nos jovens.

As vacinas tem causado trombose e coágulos, principalmente nas pessoas acima de 60 anos. Também fez explodir os casos de miocardite em homens jovens vacinados, numa taxa 25 vezes maior que a normal. 1.143 pessoas já morreram por efeitos causados pela vacina apenas na Inglaterra.

Nos Estados Unidos a estimativa é bem pior, pela maior quantidade de pessoas vacinadas. Cerca de 25.800 teriam morrido por efeitos da vacina e 1 milhão desenvolveram problemas graves de saúde depois de tomar uma ou duas doses. A autoridade de lá registra 82% mais perda de bebês por grávidas vacinadas que não vacinadas.

O jogador Arturo Vidal foi internado com amidalite aguda depois da vacina. Uma mulher na França teve a confirmação médica de que sua cegueira foi causada pela vacina. Um tuíte da Pfizer sobre o estudo de seu produto relata 8 crianças mortas e 10 com a saúde gravemente prejudicada.

Um relatório da autoridade de Saúde da Inglaterra, de 2 de junho, mostra 864 mortes e 717.250 pessoas debilitadas pelos efeitos colaterais da vacina AstraZeneca, 4 mortes e 9.243 efeitos adversos da Moderna, 406 mortes e 183.768 pacientes debilitados pela Pfizer. O país não aprovou a Coronavac.

Médicos ao redor do mundo estão alertando para não vacinar os jovens com imunizantes ainda experimentais. O risco de contágio e morte por Covid neste público é minúsculo, imensamente menor que o de ter miocardite, trombose, coágulo ou outro efeito grave derivado da vacina, incluindo a morte.

Aqui no sul da Bahia já existem pelo menos dois casos de trombose, os dois em Ferradas, bairro de Itabuna. Um deles tomou a primeira dose da AstraZeneca e está apavorado em tomar a segunda. Os dois estão com os braços tão inchados que podem resultar em amputação.

Já existem indícios e provas suficientes para derrubar a noção de que as vacinas são seguras. Mas ainda existe a dúvida sobre sua eficácia. Novamente, elas foram desenvolvidas em menos de um décimo do tempo, para combater um virus do qual pouco se sabe até hoje.

Alguns pesquisadores apontam que a própria diminuição de casos e mortes no grupo já vacinado pode estar ligada mais ao efeito das mudanças climáticas das estações do ano sobre o virus que à vacina em si. Por enquanto é só uma hipótese, mas os gráficos mostram picos semelhantes nos mesmos meses do ano, entre 2020 e 2021.

Aqui no Brasil, os piores meses de 2020 foram abril, maio e junho. Neste ano, a mesma coisa. Não é conclusivo, só uma hipótese que pode se confirmar caso haja diminuição a partir do final de agosto. Mas sempre haverá a dúvida se foi a vacina ou a mudança no clima.

Um relatório da MHR, a agência de Saúde inglesa, diz textualmente que "a imunidade da população não é atingida pela vacinação sem o aparecimento de novas infecções. O resurgimento de hospitalizações e mortes é dominado pelo grupo que recebeu duas doses da vacina, entre 60% e 70% dos casos".

Relatório da variante Delta na Inglaterra diz, em resumo, que o número de mortos por esta variante entre pessoas já vacinadas é 6 vezes maior que nas pessoas não vacinadas. Uma hipótese é que a explosão de certas proteínas, gerada pela vacina, deixa o sistema mais vulnerável em caso de infecção.

O problema, como afirmou Eric Clapton em sua entrevista, é que os jovens parecem ter passado por uma lavagem cerebral em relação à necessidade da vacina. "Vejo isso em meus netos". Sei que vou levar pedradas de muita gente, mas não ficarei chateado. Faz parte da condição humana.

O medo faz a pessoa acreditar em qualquer coisa que dê esperança e combater todos que falem o contrário. É como o marido traído que se recusa em acreditar na traição. A diferença é que ninguém morre.

Posted at 10:39 PM


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11/06/21

Consertando o STF na marra

Se tem uma coisa que devia ser prioridade na reforma administrativa é a forma de composição dos tribunais de Justiça dos estados, STJ, STF e TST. Hoje, são ocupados por pessoas indicadas por políticos, escravas de suas ideologias.

O problema piorou consideravelmente depois que as sessões passaram a ser transmitidas pela tv. A partir daí, a vaidade falou mais forte que a decência. Os votos, antes curtos, passaram a ser lidos por horas a fio. As frases de efeito viraram lugar comum nas decisões.

Fora da Corte, os ministros passaram a dar opinião em entrevistas, adiantando como julgariam os casos, algo impensável para um juiz. Nos julgamentos, nenhum se considera impedido para julgar uma ação na qual já têm opinião formada antes de ver os autos. É preciso mudar.

Para começo de conversa, as vagas de desembargador deveriam ser ocupadas somente por juízes, pessoas com experiência em julgar, eleitos diretamente por seus pares em cada estado. Promotores e advogados estão acostumados ao viés de sua função, atacar ou defender.

Não estão acostumados a julgar sem tomar partido, nem passaram anos analisando prós e contras de cada questão. Eles só lidam com um lado do processo. Basta olhar Toffoli, advogado que nunca conseguiu passar em concurso para juiz, ou Alexandre de Moraes, ex-promotor.

Assim como os TJs dos estados, STJ e STF deveriam ser ocupados somente por desembargadores e eleitos por todos do país, em eleição direta. Seria uma sequência lógica na carreira de um juiz. A eleição direta impediria a influência política de quem nomeou sobre o nomeado.

Mas só isso não basta, porque existe o problema da eternidade.

Um desembargador e um ministro de tribunal superior têm cargo vitalício e são praticamente inimputáveis, dada a dificuldade em julgar - e mais ainda em condenar - qualquer um deles. Acabam se sentindo deuses num Olimpo, que não podem nem devem ser contrariados.

É da natureza humana se tornar arrogante por excesso de poder. Acontece com alguns bilionários e é comum em desembargadores e ministros. Hoje em dia não podem sequer ser criticados, sob pena de processo e cadeia, sem processo legal, como aconteceu com o jornalista Oswaldo Eustáquio.

A embriaguês pelo poder é tão grande que o STF vem mudando a Constituição sem passar pelo Congresso, único poder com essa prerrogativa. Por outro lado, o Congresso não tem coragem de demitir um ministro por medo de represália em ações que deputados e senadores respondem na Corte.

Uma maneira de mitigar este excesso de poder seria o mandato limitado. Ministros e desembargadores deveriam ter mandato definido, de 5 anos, com possibilidade de reeleição por mais 5 anos. E só. Depois seriam aposentados compulsoriamente.

Para completar a reforma, um desembargador ou ministro poderia ter seu mandato cassado por seus pares, por dois terços dos votos. A denúncia seria admitida caso fosse assinada por um quarto dos desembargadores ou juízes do colégio eleitoral.

Hoje a situação é tão absurda que, se o Congresso aprovar as mudanças que proponho aqui, o STF pode simplesmente derrubar a lei e manter tudo como está. Um indício foi a reação do ministro Fux sobre o Congresso aprovar a urna eletrônica com voto auditável.

O TSE teria que obedecer a nova lei, mas Fux, que hoje preside o tribunal, afirmou que "pode pensar" em acatar a mudança, caso o STF "valide" a lei. O STF não tem poder de validar ou não decisões dos outros poderes, que são independentes. Mas se considera acima.

Este é o tamanho do problema.

Posted at 9:01 PM


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06/03/21

Números não mentem. Nem com Covid

Amigos e seguidores do governador da Bahia, Rui Costa (PT), me atacam porque questiono a ladainha exigindo mais vacinas, como se o estado tivesse uma excelência em vacinar, como se estivesse vacinando mais rápido do que chegam vacinas. É um discurso politiqueiro, sem base na realidade.

Desde que recebeu o primeiro lote, a Bahia não conseguiu usar nem metade das vacinas. Quando chega perto disso, vem um novo lote do Ministério da Saúde e a percentagem volta para menos de 50%. Não é culpa do governador, já que a vacinação é municipal. Mas o discurso cínico é.

Sim, a entrega de vacinas é do Governo Federal, a distribuição é do estadual, mas a vacinação é municipal. No momento (5 de março), nosso ritmo é de 14.069 aplicações por dia. Assim, levaríamos 2.084 dias para aplicar as 29.324.653 doses que faltam (incluindo a segunda). São mais de 5 anos. Acabaria em 2026.

As cidades precisam acelerar para 97.748 imunizações por dia para dar as duas doses até o final de 2021. Por sua vez, o Governo Federal tem que entregar 2.932.440 doses por mês à Bahia. Não é achismo nem opinião. São os números. Mas a quantidade de vacinas recebidas por mês é só um lado da questão.

O detalhe é que os municípios, onde a vacinação realmente acontece, estão num ritmo lento demais. Um dos problemas é que o contingente de médicos, enfermeiras e técnicos que estão aplicando a vacina é o mesmo que existia antes da pandemia e que precisa dar conta de todas as outras demandas da Saúde.

O governador recebeu R$ 62 bilhões, com "b", do Governo Federal desde o início da pandemia para combater o virus. Devia ter comprado testes rápidos para fazer testagem em massa e isolar os infectados. Não comprou. Só testou 5,5% da população. Devia ter contratado profissionais de Saúde suficientes. Não contratou.

Imaginando que cada aplicador leve 5 minutos para vacinar e trabalhe 8 horas por dia, em um dia vacina 96 pessoas. Logo, precisamos de 1.018 aplicadores no estado, mais o pessoal para tirar a folga deles, se quisermos atingir aquela meta de 97.748 aplicações por dia.

Se o estado tiver esses 1.018 aplicadores, mais a turma do revezamento, teria que receber, toda semana, 734 mil vacinas, número que só deve virar realidade a partir de abril. Então, o governador poderia ir montando esta equipe para estar pronta quando o fluxo de vacinas permitir este desempenho, com capacitação em cada cidade.

Uma boa opção seria pedir que o Governo Federal enviasse um contingente das Forças Armadas para ajudar na vacinação. Na grande epidemia de dengue em 2009 foram os militares, com sua excelência em organização e logística, que resolveram o problema em Itabuna, por exemplo.

O governador da Bahia não fará isso, porque prefere posar de vítima do que ser estadista e não quer perder seu discurso anti-Bolsonaro, em quem tenta jogar a culpa pela pandemia. Rui esquece que no ano passado promoveu o maior carnaval do Brasil, em várias cidades baianas, com o virus já circulando por aqui e alerta de pandemia.

Não estava sozinho, porque ACM Neto foi cúmplice na festa. Mas a liberação dos comícios e passeatas nas eleições para prefeito é exclusivamente responsabilidade de Rui Costa. Não só liberou geral, como participou de passeatas imensas, com todo mundo - incluindo ele - sem máscara. As fotos não mentem.

Se Rui quer se redimir e assumir a responsabilidade de quem foi eleito para cuidar dos baianos, ele deve tomar, de imediato, três medidas. Liberar o tratamento precoce, fazer testagem em massa e contratar vacinadores ou pedir ajuda externa para acelerar a vacinação.

Lágrimas, verdadeiras ou ensaiadas, não resolvem pandemia nem salvam vidas.

Ações sim.

Posted at 12:15 AM


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13/02/21

As cicatrizes de uma pandemia

Uma pesquisa da USP, em 11 países, revela o Brasil como o país que mais tem ansiedade (63%) e depressão (59%) na pandemia. Não podia ser diferente. Brasileiro gosta de grudar, desde pequeno. Já nascemos assim e assim somos o lugar mais acolhedor do planeta.

O europeu que comete o desatino de visitar nosso país não sabe onde está se metendo. Acostumado a relações distantes, sem contato físico, ele é rapidamente atacado e dominado pelo calor dos brasileiros. Não foram poucos os ingleses, franceses ou alemães que vi apavorados em seu primeiro dia por aqui.

O brasileiro gosta de carinho, abraços, beijos, contato, bate papo, encontro com amigos, pizza com a família, praia, bares, estádio cheio, passeio no parque, ajuntamento, calor humano. Para ele tudo isso é essencial, não opcional. É impossível, para nós, encontrar alguém sem abraçar, beijar.

Um desconhecido qualquer, ao se aventurar pelo Brasil, já é recebido com três beijos e muitos abraços, como se fosse um amigo antigo ou como se estivesse voltando para casa. A conversa é com toques no ombro, nos braços, abraços repentinos e carinho ilimitado.

Um inglês, que cresce respeitando o espaço em volta de cada pessoa como área proibida, recebe nosso carinho como um raio, que se espalha e domina tudo até que ele se renda. Até que aceite que sua vida, por aqui, nunca será igual a de seu país. Ele vira um aprendiz de calor humano.

Somos feitos assim. Crescemos assim e nunca imaginamos um dia ser impedidos de ser... brasileiros.

A pandemia fez com que as avós não possam abraçar e beijar os netos. Tios e tias ficaram longe dos sobrinhos. Amigos só podem se encontrar online e, quando se encontram ao vivo, não podem se abraçar, beijar, grudar. Nada podia ser mais deprimente para nós.

É até estranho que a gente esteja sobrevivendo sem tudo isso. Tudo bem, adultos se adaptam e já têm a serenidade, que a idade traz, para esperar pacientemente o dia em que as relações voltarão ao normal. Pior é para as crianças, para mim uma verdadeira tragédia.

Se para nós a situação é deprimente, para elas é impossível. A infância é quando fazemos os primeiros "melhores amigos para sempre", é quando mais abraçamos e beijamos sem medo, é quando formamos nossa tchurma, quando podemos brincar à vontade sem se preocupar com a vida.

Cresci jogando gude na praça, batendo bola na rua, brincando de esconde e de bandeira. A juventude foi de muitos amigos no bar, na boate, no cinema, na Beira-Rio. As festas de aniversário e, principalmente, de Natal, eram com dezenas de primos, amigos e parentes.

Até 2019 eu podia almoçar com os amigos no Los Pampas, reunir outros na pizzaria. Podia abraçar cada um, conversar em grupo, ir ao cinema, tomar café com eles no shopping. Está certo que eu não sou de sair muito, mas uma coisa é não querer sair, outra é não poder.

Faz parte da coisa que mais prezo na vida, a liberdade. Liberdade para falar o que quiser, ter a opinião que quiser, vestir o que quiser, fazer o que quiser... abraçar quem quiser, me aglomerar com quem quiser. Definitivamente esta pandemia nos tirou isso, a liberdade.

Mais, ela nos transformou, na marra, em seres menos calorosos, menos afetuosos. Com menos abraços e beijos, nos tornamos mais ácidos, mais ranzinzas, mais implicantes. Voce pode ver isso nas redes sociais, onde opinião própria virou crime, onde amigos não podem conversar cinco minutos sem discutir.

Esta pandemia vai passar, como tudo na vida. Só não sei quantas cicatrizes deixará.

Posted at 2:05 PM


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04/01/21

A suprema tomada do poder

O STF era um antes da transmissão ao vivo pela tv e é outro depois. O deslumbramento fez com que a maioria dos ministros passasse a atuar para as câmeras. A vaidade fez com que votos que antes seriam dados em 5 minutos hoje levem várias e intermináveis horas.

A junção da vaidade com a arrogância de quem tem poder supremo e vitalício, sem responder a ninguém, levou ao que temos hoje, um STF militante, político, que interfere em outros poderes, muda princípios da Constituição sem passar pelo Congresso, tenta impedir o Executivo de funcionar.

É mais que óbvio o preconceito da maioria dos ministros com o Presidente Jair Bolsonaro que, ao contrário deles, foi eleito pelos brasileiros para conduzir o país. O STF acata todos os pedidos de partidos nanicos de esquerda, inconformados com sua falta de votos.

Hoje, partidos como Psol, PSB, Rede, PT e assemelhados administram o Brasil por controle remoto, usando seus marionetes supremos para desfazer as medidas tomadas por Bolsonaro. Chegam a demitir ministros e servidores que o chefe do Executivo tem total liberdade para nomear, segundo a Constituição.

A Cosntituição? Ora, a Constituição...

O exemplo mais recente de rasgar o texto da lei maior do país, aprovada por uma Assembleia Constituinte eleita pelo povo brasileiro, foi a tentativa de permitir uma segunda reeleição a Rodrigo Maia, mesmo expressamente proibida pela Constituição. Ela não deixa nem margem para interpretação. Só a pressão da imprensa e a indignação do povo evitou.

No combate à Covid, o STF começou podando o direito, também expresso claramente na Constituição, de o Executivo centralizar todas as ações de enfrentamento a pandemias nacionais. Passou por cima da Carta Magna para entregar as decisões aos governadores e o resultado foi o recorde de mortes e casos em São Paulo, por exemplo.

Nesta semana, o STF conseguiu fazer uma pizza de dois sabores, uma excrescência jurídica que atenta contra direitos fundamentais do cidadão listados na Constituição e, ao mesmo tempo, deixa aberta uma condicionante de duvidosa eficácia.

O STF decidiu que a vacina contra a Covid é obrigatória e só isso já deveria inscrever os ministros nos anais do besteirol nacional. Primeiro porque elimina o direito fundamental de escolha do cidadão, o controle sobre sua própria saúde e seus princípios.

Depois porque nenhuma vacina, nem mesmo as de eficiência comprovada há décadas, como a da Polio, é isenta de efeitos colaterais e problemas graves causados a algumas pessoas. Imagine com vacinas aprovadas "nas coxas", em um quinto do tempo normal de testes.

O STF age como se todos tivessem uma saúde com as mesmas características. Eu, por exemplo, nunca peguei uma gripe na minha vida inteira e o Covid é um virus de gripe. Outras pessoas pegam gripe com facilidade. Minha última doença foi caxumba, com uns 8 anos. Outros adoecem com frequência.

Entre os dois polos existem milhões de combinações de imunidade, deficiências, propensão a certas doenças, menos a outras. O STF trata todos como clones que podem receber o mesmo remédio sem nenhuma consequência, mas todo remédio tem efeitos, até um Cebion. Basta ler qualquer bula.

O Presidente Bolsonaro, que fala como nós - brasileiros reais - falamos, fez a pergunta essencial. “Imagina que você pega uma bula e está escrito lá: o fabricante não se responsabiliza por nenhum efeito colateral. Está na bula. Vão obrigar você a tomar a vacina?"

"Se houver um efeito colateral, como parece estar havendo no Reino Unido, choque anafilático, quem vai se responsabilizar? É quem obrigou você a tomar a vacina. Não pode passar por cima da Anvisa”. Mas, como os supremos ditadores não podem ser processados por crime nenhum, ficarão isentos dessa responsabilidade.

Vai restar ao cidadão acionar seu estado na Justiça. Sim, porque o STF fez um armengue dizendo que a vacina é obrigatória, mas ninguém pode ser obrigado a tomar, uma imbecilidade jurídica em si. Porém autorizou estados, municípios e o governo federal a impor sanções e restrições contra quem não se vacinar.

Bolsonaro com certeza absoluta não vai tomar medida nenhuma porque, para o Governo Federal (e para a Constituição), nenhuma vacina pode ser obrigatória. Mas um estado como São Paulo, do DitaDoria, pode, por exemplo, impedir o servidor de receber o salário se não se vacinar. Ou que use o transporte público.

O STF deu, novamente, aos governadores e prefeitos, um poder que eles não possuem legalmente, nem poderiam possuir segundo a Constituição do país. Um poder, diga-se, digno das piores ditaduras. Outra idiotice suprema é obrigar todo mundo a tomar a vacina sabendo que não existe suficiente para toda a população, em nenhum país.

Quando foi que os brasileiros deram aos ministros do STF o poder de mudar a Constituição, de interferir nos outros poderes, de cortar liberdades? Nunca demos. Eles é que se apoderaram dos nossos direitos. Porque são inimputáveis, vitalícios, arrogantes, totalitários e vaidosos.

A culpa, claramente, é da transmissão pela tv...

Posted at 2:18 PM


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24/10/20

Um crime quase impune

Em 2006, contei na Carta ao Leitor como um dos crimes mais bárbaros do sul da Bahia poderia ter passado incólume, sem ser notado por ninguém. Começava assim:

No final de semana passado recebi ligação sobre um jovem que, depois de espancado por Marcos Gomes e seus amigos na Fazenda Redenção, sumiu. Sem saber se era real, passei o caso ao delegado Nelis Araújo, que então começou a investigar a denúncia.

É claro que sabemos mais do que noticiamos aqui, mas é preciso preservar investigações que ainda estão em curso. A Região tem entre seus princípios o de que nenhum "furo" é mais importante que ajudar no trabalho da polícia, por isso esperamos o fim de toda a investigação para noticiar.

Porém, testemunhas nos disseram que viram o filho do prefeito Gomes dar uma surra no jovem, que estava amarrado. Logo depois ele sumiu e seu corpo ainda não foi encontrado. Mas será. Durante a semana ligações nervosas cruzaram a região, políticos entraram no circuito...

Um movimento que mostra o tamanho da bronca que Nelis enfrenta. Neste sábado, publicamos o que não comprometia o trabalho da polícia, porém A Tarde noticiou outros detalhes, que tínhamos desde a terça e preservávamos a pedido da polícia.

Como o jornal de Salvador publicou, também o fazemos aqui na edição online. Porém as muitas outras informações que temos e que ainda não foram divulgadas continuarão preservadas por A Região até que a polícia as libere ou um jornal publique.

Acompanhamos a investigação e confiamos no delegado Nélis Araujo e sua equipe. Mas, se o delegado sucumbir às várias pressões, não tenha dúvida.

Vamos revelar tudo o que nós já apuramos e sabemos. Este foi o primeiro texto sobre o caso, mas vale detalhar um pouco o que foi resumido naquela época.

Quando Nélis começou a investigar, nós, eu e a jornalista Neandra Pina, iniciamos nossa própria apuração dos fatos. Ao longo de um mês, Nélis fez um trabalho fantástico, digno dos melhores detetives do cinema.

Ele descobriu que existia um esquema, envolvendo uma delegada de outra cidade, que encerraria o caso como morte de um indigente.

Nélis percebeu, apurou e descobriu o corpo enterrado ao lado da rodovia entre Floresta Azul e Itapetinga. Descobriu a Saveiro que transportou o corpo e quem ajudou a enterrar.

A burrice de Marcos foi amarrar o vaqueiro com arreios que tinham a marca do Haras Redenção, onde foi torturado, preso por dois dias, e morto. Uma prova irrefutável.

Intimado a depor, Marcos Gomes, valente contra alguém que estava amarrado, desabou na frente dos delegados Nélis, Evy Paternostro e Marlos Macêdo, diante das provas. Tremeu, gaguejou, quase passou mal. Saiu de lá escoltado por seguranças, ao lado do advogado Carlos Burgos, sem falar com a imprensa.

Na exumação do corpo, o azar estava contra Marcos de novo, porque o vaqueiro, que tinha sido espancado até ficar irreconhecível, usava a pulseira dada pela irmã, que desabou ao reconhecer o irmão na massa de carne e sangue.

Mais de 30 testemunhas confirmaram o que foi apurado. Uma cena bizarra aconteceu quando os delegados foram cumprir um mandado de busca na casa de Marcos Gomes.

Ele achou que ia ser preso naquele momento, pulou o muro de trás da mansão e saiu correndo pelo mato.

O caso só foi adiante, sob pressão política dos amigos do então prefeito Fernando, graças à integridade dos delegados e o destemor da juíza de Ibicaraí, Ana Cláudia de Jesus Souza, que emitiu os mandatos.

Na mansão, mais duas surpresas. A polícia encontrou uma carteira falsa de policial, assinada pelo então secretário de Segurança Pública Afrísio Vieira Lima, pai de Geddel.

A outra foi a descoberta de outro crime, furto de água ("gato") de grandes proporções. Com tudo isso, ninguém tinha esperança de ver o homicida preso, pela facilidade em ser "invisível" para a polícia.

Até esta terça-feira.

Posted at 4:17 PM


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13/10/20

Um sonho possível, mas improvável

Batendo papo por email com meu amigo Jáder Tavares, de Salvador, ele lembrou a cabeça pequena que eu sempre critiquei em Itabuna. Mesmo na época de ouro do cacau, quando dava para forrar as ruas com dólares, a cidade pensou pequeno e se manteve provinciana.

Jáder listou algumas providências que, para nós, são óbvias, mas já desisti de acreditar que um dia sejam realidade. Itabuna vai sempre eleger alguém de cabeça pequena (a de cima). Por exemplo, cadê as propostas para a cultura do cacau? Nenhuma. Até parece que não plantamos a base do chocolate, desejo mundial.

Nunca exploramos a rica história de coroneis e desbravadores, como fez Jorge Amado em seus livros. Não temos um Museu do Cacau, uma vila-cenário com personagens vividos por atores (como na Torre de Londres), um festival anual de gastronomia e lazer, um circuito de visitação de fazendas, eventos esportivos temáticos, nada.

"Cadê a proposta de recuperação e pavimentação em concreto das estradas do cacau?" pergunta Jáder. Sério? Os prefeitos sequer passam uma máquina nas estradas vicinais e o governo do estado abandonou a que foi feita para contornar a barragem de Itapé.

Quem produz ou mora na área muitas vezes fica ilhado, seu poder vender a produção em Itabuna ou até chegar na cidade. Pavimentar as estradas vicinais com concreto é mais barato que o asfalto e tem uma durabilidade muito maior. Daria rapidez e mobilidade para quem mora no campo, atrairia produtores e projetos turísticos.

"Cadê a proposta de instalação de torres para telefonia celular e para internet?" Taí uma coisa que poderia revolucionar campo e cidade ao mesmo tempo. Garantir internet e telefonia de qualidade na área rural poderia levar muita gente a mudar para lá.

Já existia a vontade de muitos, que aumentou exponencialmente depois da pandemia. Hoje todo mundo reavalia seus conceitos de moradia, de trabalho e de compras, com tendência de fazer muito mais online, morando em um lugar mais agradável e tranquilo.

"Cadê o endereçamento postal de cada estrada do cacau e das fazendas da área rural?" continua Jáder. É mais uma medida que incentivaria uma migração da cidade para a zona rural. Junte com internet, telefone, estradas pavimentadas e algumas outras medidas e voce teria um verdadeiro êxodo, desinchando as cidades.

Imagine que a zona rural tivesse tudo isso, mais linhas regulares de ônibus, entrega regular de encomendas, energia elétrica estável, rede de água e esgoto. Fatalmente atrairia lojas, escolas e equipamentos de lazer de qualidade, como uma mistura de shopping com hotel fazenda.

Não é difícil imaginar um condomínio só de casas, com terrenos grandes, muita área verde e... cercadas por roças de cacau em plena produção, dentro do mesmo projeto, com laboratório para desenvolver chocolates, cafés com degustação, hortas provendo alimentos orgânicos para os condôminos.

Milhões de pessoas ficariam interessadas em morar no campo se ele tivesse o melhor da civilização sem os problemas decorrentes dela. Atelies de moda, de arquitetura, de arte, poderiam funcionar bem nesse ambiente, como acontece em Embu das Artes, próxima a São Paulo.

Uma migração para o campo teria um excelente efeito colateral, o de desinchar cidades que hoje estão travadas, como Itabuna, onde o trânsito parece o de uma capital, no mau sentido. A cidade geraria menos lixo, ficaria mais limpa, mais agradável, segura e tranquila.

Mesmo sabendo que nada disso vai acontecer, sonhar é de graça e eu precisava pelo menos mostrar a voce que uma alternativa é possível. Antes eram Jáder e eu. Agora somos três sonhando...

Posted at 11:52 PM


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03/10/20

Em professor não se bate

Um levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) me deixou triste e revoltado. Ele diz que o Brasil lidera as agressões a professores em escolas. Fico triste porque o professor é a pessoa mais importante em nossas vidas, depois de nossos pais.

Cabe a ele uma parte importante de nossa formação, não apenas escolar, mas para a vida. Cada professor que tive foi responsável por um pedaço de meu caráter e personalidade, de minhas qualidades. A vida foi responsável pelos defeitos...

Faço um parêntese para avisar que quando escrevo "professor" o faço para facilitar a comunicação. Voce é inteligente o suficiente para saber que me refiro tanto a homens quanto a mulheres. Eu jamais usaria a expressão imbecil "professox", coisa da pistolagem virtual do politicamente idiota que tomou conta de parte da imprensa.

Voltando ao assunto, acho inaceitável que o Brasil conviva com marginais nas escolas, pessoas que agridem alguém que dedica sua vida a ensinar, transmitir sabedoria, formar caráter. E não me refiro só a alunos, porque hoje em dia pais mal formados também se tornaram parte do problema.

Ao invés de educar e de repreender o filho rebelde, violento, arrogante, machista ou mau caráter, esses pais e mães vão à escola agredir professores que deram uma nota ruim ou chamaram a atenção da cria mimada. Pior, é um círculo vicioso, de pais defeituosos formando filhos defeituosos que serão pais defeituosos.

O levantamento da OCDE traz dados concretos. Dos mais de 100 mil professores no Brasil, 12,5% afirmaram ser vítimas de agressões verbais e intimidação de alunos. Em São Paulo, a GloboNews apurou que as agressões contra os professores cresceram 73% em 2018.

Já uma pesquisa feita pelo Sindicato dos Professores de São Paulo aponta que mais da metade dos docentes da rede estadual já sofreu agressões, sendo as mais comuns a verbal (44%), discriminação (9%), bullying (8%), furto ou roubo (6%) e agressão física (5%).

Por favor, não imagine que os casos acontecem só em escolas públicas de bairros pobres. Não, a arrogância de muitos pais de classe média e ricos é igual. Porque pagam uma mensalidade, alguns acham que os professores são empregados e seus filhos, intocáveis. Levar uma nota baixa é inaceitável.

Eles incentivam o filho a se impor sobre os professores, a questionar qualquer ordem que não seja de seu agrado. Daí a violência quando eles percebem que só xingar não afetou o professor. É a frustração de quem não tem argumentos, de quem está errado mas não aceita "perder" uma discussão.

Mesmo se não houver agressão física, aquelas verbais causam todo tipo de danos psicológicos nos professores.

A Secretaria de Educação de São Paulo deu 3.055 licenças por doenças relacionadas ao estresse e à depressão em 2019. No Rio de Janeiro, a cada três horas um profesor recebe uma licença por estresse.

A Universidade de São Paulo (USP) elaborou uma cartilha sobre violência escolar onde lista alguns dos principais problemas de saúde sofridos pelos professores.

Começa com sintomas psicossomáticos, como dor de cabeça, tontura, náusea, diarreia, enurese, sudorese, taquicardia, dores musculares, alterações no sono. Segue por um estresse que aumenta a disposição para doenças.

Também diminui a resistência imunológica. A lista inclui ansiedade, medo, raiva, irritabilidade, inquietação, cansaço, insegurança, tristeza, isolamento, impotência, baixa autoestima, rejeição, angústia, depressão e, o mais perigoso, pensamentos suicidas.

A cartilha destaca ainda o prejuízo para os professores na socialização, aumentando o isolamento social, gerando uma insegurança que pode afetar sua confiança nas outras pessoas, a capacidade de se expressar em público, de resolver conflitos e de tomar decisões.

Tudo isso porque alguns pais não educam seus filhos.

Está na hora de mudar as leis para criminalizar os pais omissos pelos excessos dos filhos. Professor merece flores e respeito. O agressor, cadeia.

Posted at 3:38 PM


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25/09/20

Repetindo o erro com ACM

A política, principalmente a baiana, está cheia de histórias deliciosas, de intriga, traições, erros grotescos, avaliações mal feitas e de gente pagando pelos pecados. Um dos personagens da Bahia cometeu, neste mês, um erro muito parecido com um que lhe custou caro nos anos 80.

Nesta semana Benito Gama (ou "Grana", como era conhecido naquela época) foi destituído do comando do PTB na Bahia, levando esporro. Ele tinha fechado apoio a Bruno Reis, candidato de ACM Neto, para a campanha a prefeito deste ano, mas sem consultar Roberto Jefferson, presidente nacional.

Ocorre que Jefferson é bolsonarista e o prefeito de Salvador vem dando declarações contra o presidente, se alinhando com o PT e o PSDB nesta ofensiva. Jefferson não gostou nem um pouco, mandou o partido retirar o apoio a Bruno Reis e cortou as asas de Benito.

40 anos depois, Benito repetiu um erro em situação com um ACM envolvido. Nos anos 80 o ACM era o original, avô do atual e dono absoluto da política baiana, a ponto de eleger João Durval com menos de 30 dias de campanha, logo após a morte de Clériston Andrade numa queda de helicóptero.

Fazendo um parêntese, meu pai, Manoel Leal, estava destinado a morrer naquele acidente e não assassinado a mando de certo prefeito corrupto que todas sabem quem é. Clériston estava indo fazer comício em Firmino Alves, base de influência de meu pai, que iria com ele.

Porém, pouco antes da decolagem, Luiz Eduardo pediu a meu pai para ficar em Itabuna e ir no dia seguinte, de carro, com ele. Playboy inveterado naquela época, Luis queria curtir a noite numa boate antes de "trabalhar" na campanha. Anos depois se tornaria um dos maiores políticos que tivemos.

O helicóptero levava, além de Clériston e assessores, uma montanha de cartazes e papel pesa. Foi justamente o excesso de peso que fez com que a aeronave caísse, matando o candidato a menos de um mês da eleição. Perguntado no dia seguinte, por uma repórter, como faria para eleger outro nome, ACM foi irônico.

"Minha filha, eu elejo até um poste em 20 dias. se quiser posso eleger voce". Não era exagero e ele provou, buscando um sertanejo totalmente desconhecido fora de Feira de Santana, João Durval Carneiro, que ainda por cima era ruim de fala e ao vivo parecia muito com um poste. Foi eleito com folga. Assim era a força de ACM.

Voltando a Benito... numa eleição nos anos 80 ele começou a espalhar que seria o candidato a governador pelo grupo de ACM na disputa seguinte, porque "teria mais votos que Luis Eduardo" na eleição para deputados daquele ano. Tudo sem combinar com o cacique. ACM deixou quieto, não falou nada.

Dois anos antes, o médico Antonio Menezes, pessoa muito querida em Itabuna, amigo de meu pai e dono de um coração enorme, tinha cometido um pecado. Ele se recusou a cumprir uma ordem de ACM, que não respondeu nada, mas guardou a ofensa em seu saquinho de maldades.

Dono de uma memória prodigiosa, ela funcionava ainda melhor para quem fazia desfeitas a ACM. Ele esperou dois anos e viu a oportunidade de dar o troco nos dois ao mesmo tempo. Benito era candidato a deputado estadual, assim como Menezes. O primeiro teria realmente a maior votação naquela ano e o segundo "estava eleito".

Tudo isso até 30 dias da eleição, quando ACM ligou para meu pai e os outros homens de confiança que tinha no sul da Bahia com uma ordem insólita: "descarreguem todos os votos em Roland Lavigne, de Canavieiras". Atônitos, todos perguntaram "quem?" Ninguém sabia quem era Roland, mas cumpriram a ordem.

O resultado, antevisto por ACM muito antes do eleitor depositar seu voto, foi Benito ficar na quinta ou sexta colocação e Menezes perder uma eleição garantida. De quebra, ele fez uma nova liderança, totalmente obediente a ACM, que só definhou por erros próprios e com a morte do cacique.

Posted at 7:36 PM


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22/08/20

A primeira Live ninguém esquece

Nos anos 80 um comercial genial, criado por Washington Olivetto, dizia que "o primeiro sutiam ninguém esquece". Foi um marco da propaganda nacional, sensível, criativo e bonito. Lembrei dele porque, para mim, da primeira live ninguém esquece. Pelo menos eu não vou esquecer.

Não estava nos meus planos, até porque a maioria das lives que eu via eram de shows musicais e eu só toco "mp3". Porém, a dificuldade em levar entrevistados para o programa Mesa Pra 2 (toda quarta, 15h, na Morena FM) estava me deixando desanimado. As pessoas estão com medo de sair de casa.

Um dia vi Jamesson, do blog Agravo, fazendo uma live sobre política e me interessei. Ele me deu a dica do Streamyard.com, sistema maravilhoso para fazer lives, fácil de usar, com bons recursos, ótima qualidade de som e imagem, sem precisar instalar nada no PC e... grátis. Nos tempos atuais, grátis é ótimo.

Visitei a página, vi uns tutoriais e me animei. Apesar de usar e estudar a internet desde o nascimento dela, nunca tinha feito uma live. Fiz curso de TV na BBC, já tinha feito um vídeo falando do jornalismo durante a pandemia, para o pessoal de Jornalismo da Unime e faço o Mesa Pra 2 sempre ao vivo. Mas live eu nunca tinha feito.

Tudo bem, é ao vivo como o Mesa Pra 2, e usa os mesmos princípios de dirigir tv ou vídeo. É tudo parecido, mas não é igual. É como um poodle e um pitbull. Os dois são cachorros, mas vai mexer com o segundo...

O tema já era algo que eu venho estudando, a Comunicação Pós-Pandemia, uma verdadeira revolução na maneira como ela é feita, absorvida e trabalhada. Achar os convidados certos foi fácil. Tuca Souza, professor de Jornalismo da Unime, também é locutor na Morena FM e já participei várias vezes de suas aulas batendo papo com os alunos.

Tuca vem dando aulas online, outra novidade imposta pela pandemia, e também é daqueles que estão sempre observando e pensando no desdobramentos da comunicação. O outro convidado, Antônio Xavier, é professor de Comunicação da Uesc e Doutor em Semiótica pela PUC-SP.

Não pense que tudo correu às mil maravilhas. A Lei de Murphy existe para essas ocasiões... Já tinha feito testes antes e tudo funcionava direito. Mas, faltando 15 minutos para a live, adivinha... meu microfone gerava um eco e dava microfonia. Pânico? Não, eu nunca esquento a cabeça. Mas que é chato, é.

Descobri que uma aba do navegador, que eu estava incluindo na live, tocava o que entrava pelo mic e isso causava o eco e a microfonia. Resolvido isso, descobri que a transmissão, que ia para o YouTube e de lá para o site da Morena, não tocava nele e só podia ser visto pelo YT. Tudo isso "em cima" da live.

Demorei mas achei um quadradinho na configuração do YT que tinha que ser ticado para deixar outro site (o morenafm.com) retransmitir a live a partir dele. Pronto. Tudo resolvido! Só que não... Antônio entrava só com áudio ou só com câmera... ê, Lei de Murphy!

Antônio conseguiu resolver e, a partir daí, a live correu tranquila. O Streamyard também pega os comentários feitos no YouTube e mostra para mim no "estúdio", a página onde controlo a live. Dá para variar a imagem dos debatedores, colocar um sozinho na tela, me deixar menor e quem está falando maior, etc.

É preciso destacar a participação do pessoal que assistiu, fazendo bons comentários o tempo todo. Fui incluindo a maioria na live usando um recurso do Streamyard que torna isso bem fácil. Pensei que não teria mais nenhum trabalho, mas... até parece. Depois que acabou a live não sabia o que o YT faria com ela.

Entrei no canal da Morena FM e a live não aparecia. Configurei tudo o que podia e nada. Invoquei caboclos, rezei para São Webinho, apelei para Alá e nada. Então fiz o que já devia ter feito antes: consultei o tio Google. Descobri que o YouTube leva até 72 horas para processar o video e incluir no seu canal. Ufa!

Quando ele finalmente fez isso, configurei metatags, descrição, dica de vídeo que aparece no final, tela de introdução, etc. e a live está, para sempre, lá no canal de YouTube da Morena FM. Ele ainda não tem um endereço personalizado. Por enquanto parece a sigla atual do movimento gay, cheio de letras.

Para mudar isso preciso de sua ajuda, levando gente para se inscrever.

Só tendo mais de 100 inscritos o canal pode ter um nome mais curto e lógico. Enquanto isso, se voce quiser ver a live, pode ir neste loooongo endereço do YouTube ou assistir na página de lives do site da Morena FM, aqui.

Ah, sim, a próxima live já está marcada para o dia 27, quinta, às 19h. Ela será internacional e regional ao mesmo tempo. Calma, eu explico.

A live terá Carlos Santal, grande artista plástico, compositor e cantor de Itabuna que está morando há anos em Portugal. Ainda estou tentando contato com outro sulbaiano, que mora há décadas na Inglaterra. Nosso assunto será a vida deles lá fora, antes e, principalmente, durante a pandemia e seus efeitos na carreira.

Um adendo

No meio de vários comentários, Tuca recebeu o de um amigo de São Paulo dizendo o seguinte: "Excelente conteúdo, especiais participantes. Tivemos até um Falabella Leal". Como? Caramba, apesar de me sentir super honrado com a comparação, não chego nem na poeira do cara.

Miguel Falabella é um artista completo. Excelente ator, escritor, roteirista e diretor, sabe nos emocionar com o drama e nos matar de dar risadas quando faz humor. Nos últimos 30 anos eram dele as únicas coisas que assisti na Globo. ele é outro planeta.

Bom, o amigo de Tuca continua: "com muito respeito aos anteriores conteúdos que encaminhaste, este superou muito. Como dito ao final, sem academismo". O que mais gostei foi o "sem academismo", porque este é meu objetivo de sempre, discutir qualquer assunto de forma séria sem cair no academicismo, na sopa de dicionário.

As pessoas de maior cultura, de maior conhecimento e qualificação geralmente explicam de forma simples as coisas mais complexas. O pessoal que sabe menos ou que só se preocupa com sua imagem geralmente explica de forma complexa as coisas mais simples.

Se não teve academicismo, eu, Tuca e Antônio cumprimos nosso papel. E nada realiza mais que isso.

Posted at 2:34 AM


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07/08/20

Brasil é prisioneiro político do STF

A deslavada censura imposta por Facebook, Twitter e Google a qualquer um que defenda a cloroquina ou tenha opinião diferente da OMS mostra a burrice de depender de 3 empresas na comunicação. 100% dependente dessas redes sociais, sua opinião pode ser eliminada da internet facilmente.

Não há alternativa viável, porque os usuários se acomodaram em usar apenas as redes sociais, que não pertencem a eles. Um site próprio não pode ser censurado, pelo menos em países onde a democracia ainda vale. Não é o caso do Brasil, onde o STF eliminou a liberdade de expressão.

A cantora Madonna teve censurado pelo Instagram um post que mostrava médicos defendendo a cloroquina. Se colocar no Facebook, Youtube ou Twitter vai ser censurada do mesmo jeito. Note que não é uma censura legal nem ordenada pela Justiça. São empresas passando por cima de seus usuários.

No lugar dela, eu usaria as redes para pedir que as pessoas visitassem meu site, onde colocaria o que quiser. Me limitaria a usar as redes como maneira de levar visitantes ao site. Eu tive vários posts no Facebook censurados porque alguém que não gosta do que escrevo "denunciou". Tomei a decisão mais óbvia: não posto mais no FB.

O Brasil já foi um país democrático mas, a partir do momento em que a maior instância da Justiça ignora um dos princípios mais importantes da Constituição Federal, a liberdade de expressão e opinião, a democracia é anulada. Sem liberdade de pensamento não existe democracia. Simples assim.

Se o STF, a última área de recurso, cancela uma liberdade essencial para a democracia, a quem podemos apelar? Não é ao bispo, porque daqui a pouco até na religião os "sinistros" do Supremo vão querer mandar. Eles hoje se tornaram deidades, uma casta divina sem limites e sem controle.

Criado para defender e fazer cumprir a Constituição, o STF vem mudando artigos "nas coxas", tomando decisões que afrontam seus artigos, eliminando direitos que a carta magna da nação considera inalienáveis. A única maneira de fazer o STF voltar a se comportar democraticamente seria o Senado cassar os ministros que pisam na Constituição.

Porém, mais da metade dos senadores têm rabo de palha seca, que pode pegar fogo em instantes se o STF não defendê-los da Polícia Federal e dos juízes de primeira instância. Então fazem uma dança imoral. O Senado finge não ver os atentados à democracia do STF e este se faz de cego em relação aos crimes dos senadores.

O pior desta situação é o cinismo da esquerda nacional. Os mesmos militantes que passaram anos criticando os governos militares por censurar jornalistas aplaudem o STF quando censura jornalistas favoráveis a Jair Bolsonaro, quando prende blogueiros e humoristas por pensar e se expressar.

Entidades como CNBB, Associação Brasileira de Imprensa, OAB, Anistia Internacional, Reporteres Sem Fronteiras e Fenaj, amplamente ligadas e controladas por pessoas da esquerda, se calam em relação à mordaça imposta pelo STF a jornalistas, artistas e blogueiros.

Não que seja alguma novidade. A esquerda sempre criticou os militares daqui por censurar e "matar opositores", mas aprova e apoia ditaduras comunistas e socialistas que eliminaram milhões de pessoas pelo simples fato de ser oposição, como em Cuba, onde jornalistas são mortos pelo Estado, Venezuela e Nicarágua.

Elas se juntam a megaempresas de comunicação que ganharam milhões com os governos petistas, vendendo sua linha editorial para proteger os partidos aliados e omitir seus crimes. Se não fosse a internet, até hoje o mensalão, o petrolão e os outros crimes da era petista estariam escondidos embaixo do tapete.

Foi a liberdade da internet que impediu o PT de criar um conselho para controlar a imprensa, de expulsar jornalista porque não gostou da opinião dele sobre Lula. Foi a internet que nos livrou da quadrilha petista derrotando Haddad, o novo poste do PT, e elegendo Bolsonaro.

O Brasil é um país conservador nos costumes e liberal na economia, mas estava preso na camisa de força da esquerda, libertina nos costumes e comunista na economia. Justamente por ter força para impor a vontade do brasileiro aos políticos, a internet é o principal alvo dos corruptos e da esquerda.

Sua arma é o STF, onde pedidos, mesmo absurdos, de partidos nanicos da esquerda (ou seja, sem representatividade na sociedade) são acatados em tempo recorde para emperrar o governo, limitar liberdades, impedir o programa que nós escolhemos nas urnas, democraticamente.

Sim, o Brasil elegeu Bolsonaro para executar o que pregava na campanha, de escola sem partido ao direito de ter uma arma em casa para se defender. Hoje, o único presidente a fazer o que prometeu na campanha é impedido de fazê-lo por uma milícia do pensamento que não tem a maioria do povo, mas está armada com Toffoli, Gilmar. Lewandovsky, Fachin et caterva.

Hoje, uma minoria com poder massacra uma maioria indefesa. Era assim logo antes da independência americana e da revolução francesa. É assim que muitas revoluções armadas começam...

Posted at 3:54 PM


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